FUNDOSCOPIA
(EXAME DE FUNDO DE OLHO)

Avalia a retina central e periférica e seus componentes: o disco óptico, os vasos e a mácula (região responsável pela visão central, a melhor visão).

O nome “fundo de olho” advém da localização da retina, camada interna do olho, localizada no fundo (parte posterior) e não no começo do olho. Muitas doenças podem acometer a retina e levar a baixa visão, por isso uma boa avaliação se faz necessário.

Existem duas maneiras de se fazer o exame: direta, quando se observa principalmente o nervo óptico e a indireta, quando se observa também o polo posterior e periferia da retina.

Para começar, é importante dilatar a pupila, com colírio próprio para isso. Mas por quê?

Bem, a pupila ou menina dos olhos como é chamada, é um buraco (preto) no meio do disco colorido (Iris). Quando estamos num ambiente escuro, a pupila se abre, para entrar mais luz e podermos enxergar melhor. Quando estamos num ambiente claro, a pupila se fecha para que não entre luz demais e atrapalhe a visão.

Para fazer o exame do fundo de olho, o médico oftalmologista precisa colocar muita luz, pois dentro do olho é escuro, não dá para ver sem luz. A reação normal da pupila é fechar assim que o médico jogar a luz e com isso, não conseguirá ver quase nada. Mas se a pupila estiver sob o efeito do colírio, ficará dilatada e não fechará na hora do exame com muita luz, e o médico conseguirá ver tudo dentro do olho.

Após dilatar a pupila (leva em média 20 minutos), o médico fará o exame de fundo de olho. O exame de fundo de olho indireto pode ser realizado na lâmpada de fenda, mas o mais comum, é o oftalmologista se utilizar do capacete de Skepens e uma lente de 20D.

Exame do fundo de olho indireto. O paciente está no aparelho que se chama lâmpada de fenda, que é um microscópio, e o oftalmologista está segurando uma lente para ver dentro do olho.

Exame do fundo de olho indireto. o oftalmologista se utilizar do capacete de Skepens e segura uma lente de 20D na frente do olho do paciente.

No exame do fundo de olho direto, o oftalmologista se utilizará do aparelho chamado oftalmoscópio.

Exame de fundo de olho direto, quando o oftalmologista se utilizará do aparelho chamado oftalmoscópio.

Diversas doenças desde degenerativas, metabólicas, genéticas, inflamatórias, infecciosas sistêmicas, podem atingir a retina. Na retina doente, existem alterações mais características em algumas doenças.

As alterações mais comuns no exame de fundo de olho incluem: retinopatia diabética, oclusões vasculares, retinopatia hipertensiva e edema de disco-óptico.

Para se conseguir fazer um bom exame, as estruturas que se encontram na frente do olho devem estar transparentes, por exemplo, se o paciente estiver com catarata, será um obstáculo no meio do caminho, e esta opacidade do cristalino, atrapalhará para ver a retina.

Não há problema se o paciente tiver que dilatar a pupila para exames seguidos de acompanhamento.

A dilatação da pupila pode permanecer por 12 a 24 horas, e o paciente terá dificuldade com a claridade (Sol, faróis a noite) e ler livros, revistas, ver as horas, bordar, (atividades para perto).

Fonte: Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, córnea e refratometria